Ontem, na Europa; hoje, nos EUA; amanhã não se sabe onde... A realidade é que, mais por imitação, paulatinamente o mundo vai proibindo o uso das gaiolas convencionais na produção de ovos, propondo em seu lugar as baterias de gaiolas equipadas/enriquecidas (caso da União Europeia) ou, simplesmente, a criação “livre, leve e solta” (caso do estado americano da California, que tende a ser seguido por Michigan e outros estados).
Mas – pergunta-se – existe uma base técnico-científica para comprovar que o bem-estar preconizado para as poedeiras está sendo alcançado? Ou se está apenas “vestindo um santo e desvestindo outro”? Principalmente: discutidos e definidos até aleatoriamente, os novos métodos de produção garantem a sustentabilidade da produção de ovos? Ou o setor corre o risco de entrar em colapso?
Todos esses e outros assuntos relacionados à produção de ovos estiveram em discussão na semana passada em Denver (Colorado, EUA), no encontro anual da Associação [Norte-Americana] de Ciência Avícola, entidade conhecida (e respeitada) mundialmente através de sua sigla em inglês, PSA.
Para o evento de Denver, a PSA inseriu em um de seus “Simpósios sobre Questões Emergentes”, o tema “Sustentabilidade Social da Produção de Ovos”, dentro dele apresentando uma extensão revisão da literatura acadêmica relacionada ao assunto. Conforme a entidade organizadora, um grupo de aproximadamente 40 cientistas, economistas, filósofos, cientistas sociais e outros especialistas participou da revisão, que abrange temas como bem-estar da poedeira, sistemas de criação, questões ambientais, economia da produção, saúde e segurança do trabalhador, segurança alimentar e, entre outros, valores, atitudes e percepções da opinião pública em relação à produção de ovos.
Clique aqui para acessar o sumário dos trabalhos sobre sustentabilidade na produção de ovos apresentados no encontro anual da PSA
Fonte: Avisite